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Dilma cria comitê evangélico para campanha presidencial

Abas primárias

Enviado por PerfeitoLouvor em sab, 26/07/2014 - 21:39

Em 2010 muitos analistas políticos indicaram que a polarização do debate
de questões como aborto e casamento gay é que levaram a disputa para o
segundo turno. Um dos maiores motivos para isso foi a manifestação
pública da CNBB contra as propostas do PT e um grupo de evangélicos, com
destaque para Silas Malafaia, que acusava a candidata Dilma de ser
favorável a essas questões.

Quatro anos atrás, o comitê de Dilma costurou alianças com vários
partidos cuja liderança tinham representatividade junto aos evangélicos.
Tempos depois, muitos romperiam com o PT, alegando terem sido traídos.
Em especial, o Partido Social Cristão (PSC), por conta da perseguição
política contra o deputado pastor Marco Feliciano.

Com os números das pesquisas mostrando um possível segundo turno, a
campanha de Dilma procurou criar um “comitê evangélico”, de
representatividade questionável. Segundo o jornal O Globo, os nove
partidos que lutam pela reeleição da presidente escolheram para fazer
parte dos interlocutores com as igrejas evangélicas Marcos Pereira,
presidente do PRB, Gilberto Kassab, do PSD, e Eurípedes Júnior do PROS.

Além destes, estavam presentes Aloísio Mercadante, Rui Falcão e Berzoini
(PT), Michel Temer (PMDB), Carlos Lupi (PDT), Ciro Nogueira (PP),
Luciano Castro (PR) e Renato Rabelo (PCdoB).

O processo teve início quando Pereira, do PRB, partido ligado à IURD,
reclamou com Dilma que existe grande resistência dos fiéis à reeleição
de Dilma justamente por que o governo petista quebrou sua promessa e de
forma extra-oficial tornou legal tanto a união civil de homossexuais
quanto o aborto.  A presidente vem se justificando que não mudou nenhuma
lei com relação aos temas. Agora, além da criação do comitê ela quer se
reunir com pastores para esclarecer o caso.

Quando surgiu o Partido da República e Ordem Social (PROS), seus líderes
s anunciaram que não fariam parte da bancada evangélica. Contudo, se
posicionaria favorável aos “temas evangélicos”, incluindo aborto,
eutanásia e a homofobia.

Mas até agora a sigla não mostrou ter influência sobre os evangélicos de
modo geral. Já o PRB, cujo principal expoente é Marcelo Crivella, tem
apelo apenas junto aos fieis da Igreja Universal. Cerca de um ano atrás,
Crivella intermediou um encontro de Dilma com cantoras evangélicas.  A
decisão foi classificada como “engodo” pelo deputado Marco
Feliciano, que acusou Dilma de não ter recebido pastores porque sabia
que haveria uma conversa séria, com reivindicações.

O jornalista Julio Severo, colunista do portal Gospel Prime, denunciou
recentemente que Gilberto de Carvalho, Secretário-Geral da Presidência,
segundo homem mais forte do PT é responsável por “um projeto perigoso
que visa transformar o Brasil numa Venezuela ou União Soviética”. Pois
ele tem atraído para a defesa de seu partido teólogos como Ariovaldo
Ramos e Alexandre Brasil, que inclusive recebe salário de R$ 15 mil do
governo petista.

Em 2012 Carvalho anunciou em um encontro do partido que era preciso
combater as igrejas evangélicas.  Na época, o Senador Magno Malta (PR),
da Frente Parlamentar evangélica, chamou Carvalho de “safado” e
“mentiroso”.  Embora o líder do partido de Malta estivesse nesse
encontro com Dilma que busca aproximação com evangélicos, ele já
anunciou que não apoiará a reeleição, fazendo campanha para o pastor
Everaldo, do PSC.

Por ser pastor, Everaldo é considerado por muitos o único que representa
o interesse dos evangélicos e tem conquistado o apoio de vários líderes
com representatividade entre os evangélicos, como Silas Malafaia.

Fonte: Gospel Prime